sábado, 9 de outubro de 2010

Manuela Moura Guedes responde aos fãs no Facebook

Tem recebido mensagens de apoio desde que está de baixa médica, há cerca de um ano, depois de ter sido afastada do Jornal Nacional 6.ª-Feira (TVI). Agora, Manuela Moura Guedes mostrou publicamente que não consegue ficar indiferente às "palavras simpáticas, de incentivo"que os fãs lhe dirigem, principalmente no Facebook.

Na quarta-feira da semana passada, a ex-pivô fez saber na sua página deste rede social, na qual conta com mais de 2400 amigos virtuais, a importância do apoio dos fãs ao longo de "um ano particularmente difícil". A jornalista escreveu: "Muito obrigada a todos os que aqui me têm visitado e têm deixado palavras simpáticas, de incentivo... mensagens fantásticas que nem mereço. Tem sido muito bom receber tudo isto durante um ano particularmente difícil. Tem- -me ajudado a pensar que, afinal, se calhar, não estou sozinha num mundo que para mim se tornou muito estranho... Pelos vistos, há mais quem pense assim... Só tenho pena que não se oiça lá fora..."


Entre os mais de 40 comentários que o seu desabafo gerou consta o de Pedro Granger. Com o humor que o caracteriza, o actor - que regressará à ficção nacional na TVI com Sedução, a próxima novela de Rui Vilhena - deixou a seguinte observação: "És grande and we like you bueda much! E biba a manuela!!!"

In: Diário de Notícias

Manuela Moura Guedes avança com acusação particular contra Sócrates



Depois de o Ministério Público ter encerrado o inquérito em que o primeiro-ministro era acusado de difamação, na sequência da queixa apresentada por Manuela Moura Guedes, a jornalista avançou com acusação particular, requereu abertura de instrução e também alegou haver irregularidades no arquivamento, avança o “i”.“Como o despacho de encerramento levanta muitas dúvidas, inclusivamente de constitucionalidade, decidi recorrer a todos os instrumentos legais”, explicou Manuela Moura Guedes ao “i”.




“Nos crimes particulares, o autor da queixa pode avançar com uma acusação, mesmo quando o Ministério Público não a acompanha. O que significa que o processo é submetido à apreciação de um juiz, seja por via da instrução - que pode ser requerida tanto pelo queixoso como pelo arguido - ou por via do julgamento”, sublinha o jornal.

O advogado que representa Moura Guedes, Francisco Pimentel, optou por tentar as duas vias, junto do Supremo Tribunal de Justiça (já que é nas secções criminais do tribunal superior que correm processos em que seja visado o primeiro-ministro).

Se relativamente à abertura de instrução e à acusação contra José Sócrates ainda não há resposta, o Supremo já se pronunciou relativamente ao requerimento sobre as alegadas irregularidades no arquivamento do processo, considerando que o juiz de instrução não tem o direito de controlar a acção do Ministério Público. Em causa está o facto de a procuradora-geral adjunta ter tratado o crime de difamação apenas como crime particular, quando estará em causa - alega Moura Guedes - um crime semipúblico, atendendo a que as declarações foram feitas por um titular de cargo público, diz o “i”.

O caso remonta a Abril de 2009, quando, em entrevista à RTP, José Sócrates se referiu ao "Jornal Nacional" apresentado por Moura Guedes como "uma caça ao homem, um jornal travestido" e "um espaço noticioso que tem como único objectivo o ataque pessoal, feito de ódio e de perseguição pessoal". Além da apresentadora, também José Eduardo Moniz apresentou queixa, na qualidade de director-geral da TVI.

Recorde-se que o Ministério Público justificou o arquivamento da queixa, determinado a 30 de Junho, pelo facto de Sócrates ter produzido as referidas afirmações "de forma motivada, fundada e visando tão só o telejornal em questão, cuja formatação e respectivos conteúdos censurou".